Esse ano temos a chance de fazer uma limpeza contra a corrupção no Brasil

O ano de 2018 se iniciou com a promessa de ser muito intenso para os movimentos sociais. Nesse ano teremos eleições para os principais cargos majoritários e proporcionais em âmbito nacional e estadual. Teremos eleições para presidente da república, senadores e deputados federais. Para governadores e deputados estaduais.

O que move a política hoje é, principalmente, o grande número de políticos importantes envolvidos em processos de corrupção. Embora esteja em vigor a Lei da Ficha Limpa, essa não impede que o grande número de denunciados, investigados e até condenados sejam candidatos, o limite é condenação por um colegiado de segunda estância.

A garantia constitucional de foro privilegiado ajuda aos que tem mandato permanecerem na impunidade. A lentidão do Supremo Tribunal Federal protege deputados e senadores a ponto de muito das denúncias contra eles prescreverem por tempo corrido. Isso sem isentar a culpa dos eleitores que os reconduzem e assim os mantendo nessa condição de privilegiados perante a lei.

A operação lava jato e o grande número de delações premiadas, mostraram uma realidade absurda para o nosso país. Temos um congresso onde um terço da câmara, ou seja, um a cada três deputados é investigado no Supremo Tribunal Federal – STF e no senado ainda pior, mais da metade, 42 dos 81, é investigado ou responde a processo no STF. Essa tendência se repete nos Estados com repetidos escândalos envolvendo governadores e deputados estaduais além de prefeitos e vereadores.

Como são apenas investigados é certo que irão concorrer a mandato eletivo, para continuar na impunidade e cometendo ilícitos, como continuam fazendo, mesmo com todo processo de investigação.

É verdade que o povo brasileiro, em sua maioria, historicamente não tem exercido de forma correta o direito do voto, tratando-se de uma democracia representativa. Maioria do povo vota e logo já nem lembra em quem votou ou não acompanha o seu representante na câmara, no senado e nas demais instâncias do poder. Acredito que esse fato faz parte de uma realidade que ficou para trás e que hoje os eleitores estão bem mais atentos. Mesmo para quem defende que esse congresso corrupto é a cara do povo brasileiro, o nível de corrupção é tão alto que essa comparação deve ser abominada.

As redes sociais levaram a comunicação a todos os cantos de nosso país, confrontando com o domínio dos canais abertos de televisão, sempre regados com farto dinheiro público para fazer a propaganda oficial.

É inegável que a grande maioria da população consegue destacar políticos que estão envolvidos nos processos de corrupção e quem está limpo. Quem busca defender os interesses do povo e quem busca enriquecimento pessoal. As redes sociais servem também para o eleitor comum poder verificar que existem muitas opções. Existem muitos prováveis candidatos que podem perfeitamente substituir os políticos tradicionais.

Toda essa exposição a que o Brasil está submetido por conta da corrupção precisa de uma resposta clara do povo brasileiro. A população vai ter oportunidade de dizer se é ou não conveniente com a corrupção.

Cabe aos movimentos sociais estar levando para o conjunto da população todas as informações. Para além disso, os trabalhadores tem que se propor, escolher entre seus pares uma representação para colocar lá e assim exercer seu direito do voto.

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